Dr. Rodrigo Chaves https://drrodrigochaves.com.br Nefrologista Mon, 19 Jan 2026 21:08:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://drrodrigochaves.com.br/wp-content/uploads/2025/05/drrodrigochaves-favicon-2-150x150.png Dr. Rodrigo Chaves https://drrodrigochaves.com.br 32 32 Controle do Potássio na Doença Renal Crônica: o que você precisa saber para cuidar da sua saúde https://drrodrigochaves.com.br/2026/01/28/controle-do-potassio-na-doenca-renal-cronica-o-que-voce-precisa-saber-para-cuidar-da-sua-saude/ https://drrodrigochaves.com.br/2026/01/28/controle-do-potassio-na-doenca-renal-cronica-o-que-voce-precisa-saber-para-cuidar-da-sua-saude/#respond Wed, 28 Jan 2026 13:00:00 +0000 https://drrodrigochaves.com.br/?p=665 O potássio é um mineral essencial para o bom funcionamento do corpo. Ele participa de funções vitais como a contração muscular, o equilíbrio dos batimentos cardíacos e a transmissão dos impulsos nervosos.

Mas, em pessoas com Doença Renal Crônica (DRC), o controle desse mineral é fundamental, e pode ser questão de vida ou morte.

Neste artigo, você vai entender:

  • O que é o potássio e qual seu papel no organismo;
  • Por que ele se eleva na DRC;
  • Quais são os riscos do potássio alto;
  • Como o controle é feito;
  • E como a alimentação interfere diretamente nos níveis de potássio.

O que é o potássio e por que ele aumenta na doença renal?

O potássio está presente em quase todos os alimentos e é indispensável ao funcionamento do coração, músculos e sistema nervoso.
Em condições normais, os rins eliminam o excesso de potássio pela urina, mantendo o equilíbrio no sangue.

Na Doença Renal Crônica, porém, a função dos rins fica comprometida, e essa eliminação é reduzida.
O resultado? O potássio começa a se acumular no sangue, levando à hipercalemia (potássio elevado).

⚠ O que acontece quando o potássio está alto?

Quando o nível de potássio no sangue sobe demais, o coração pode ser diretamente afetado.
Entre os sintomas e riscos estão:

  • Fraqueza muscular e fadiga;
  • Formigamento ou dormência;
  • Batimentos cardíacos irregulares (arritmias);
  • Em casos graves, parada cardíaca.

O mais preocupante é que, muitas vezes, o potássio alto não dá sintomas perceptíveis, sendo identificado apenas em exames.
Por isso, o monitoramento regular é indispensável.

A alimentação e o controle do potássio

A alimentação é o principal fator de controle do potássio em pacientes com DRC, especialmente para quem ainda urina pouco ou faz hemodiálise.

 Mas atenção: o objetivo não é eliminar o potássio completamente, e sim controlar a ingestão.

Equilíbrio é a chave

O corpo precisa de potássio para funcionar bem. O problema está no excesso, principalmente em quem tem limitação na filtragem renal.

Alimentos naturalmente ricos em potássio

Alguns alimentos, mesmo naturais, contêm altas quantidades desse mineral.
Veja alguns exemplos de alimentos ricos em potássio, que podem precisar de controle:

  • Frutas: banana, laranja, abacate, melão, mamão, manga, caqui.
  • Verduras e legumes: batata, tomate, beterraba, espinafre, abóbora, brócolis.
  • Outros: chocolate, castanhas, feijão, lentilha, leite e derivados.

Mas isso não significa que estão proibidos.
Em muitos casos, o preparo adequado, como deixar de molho ou cozinhar com bastante água e descartar a água do cozimento, reduz o teor de potássio desses alimentos.

Alimentos com menor teor de potássio

Algumas opções mais seguras (sempre sob orientação profissional):

  • Frutas: maçã, pera, uva, morango, abacaxi, melancia.
  • Legumes: pepino, chuchu, cenoura, abobrinha, couve-flor.
  • Outros: arroz, massas, pão branco, biscoitos simples.

Esses alimentos podem ser incluídos com mais liberdade na dieta, desde que equilibrados com as demais necessidades nutricionais do paciente.

Cuidado com os substitutos de sal e temperos prontos

Muitos produtos rotulados como “sem sódio” ou “naturais” usam cloreto de potássio como substituto do sal.
Isso pode elevar rapidamente os níveis de potássio no sangue sem que o paciente perceba.

Por isso, leia sempre os rótulos e evite produtos com expressões como:

“cloreto de potássio”, “potassium chloride”, “sal light”, “sal com potássio”.

E quanto aos medicamentos e quelantes?

Alguns medicamentos, principalmente os usados para controlar a pressão arterial, também podem aumentar o potássio, como:

  • Inibidores da ECA (ex: enalapril, captopril);
  • Bloqueadores dos receptores de angiotensina (ex: losartana);
  • Suplementos e vitaminas com potássio.

Esses medicamentos não devem ser interrompidos por conta própria, o ajuste precisa ser feito pelo médico.

O papel dos quelantes e da diálise no controle do potássio

Diferente do fósforo, não existem quelantes específicos para potássio usados rotineiramente.
 

Quando há risco de hipercalemia grave, o médico pode indicar:

  • Ajuste de dieta e medicamentos;
  • Redução de alimentos ricos em potássio;
  • Em casos emergenciais, tratamentos rápidos em hospital para estabilizar o potássio.

Durante a hemodiálise, parte do potássio acumulado é removida. No entanto, a diálise sozinha não é suficiente, o controle precisa ser diário, feito na alimentação e acompanhamento médico.

E se o potássio continuar alto mesmo seguindo as orientações?

Se os níveis permanecem elevados mesmo com dieta e diálise, pode haver:

  • Consumo “oculto” de alimentos ricos em potássio (como molhos, sucos, substitutos de sal);
  • Uso de medicamentos que aumentam o potássio;
  • Intervalos longos entre as sessões de diálise;
  • Retenção de líquidos.

Nesse caso, o ideal é revisar o plano alimentar com o nutricionista renal e ajustar o tratamento com o nefrologista.

Conclusão

Manter o potássio sob controle é essencial para a segurança e a qualidade de vida de quem tem doença renal crônica.
Com acompanhamento regular, ajustes alimentares e atenção aos sinais do corpo, é possível viver bem e evitar complicações graves.

Se você faz hemodiálise ou tem diagnóstico de DRC, converse com seu médico e nutricionista. 

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Tudo sobre fósforo, diálise e quelantes: como controlar o fósforo quando os rins já não dão conta https://drrodrigochaves.com.br/2026/01/21/tudo-sobre-fosforo-dialise-e-quelantes-como-controlar-o-fosforo-quando-os-rins-ja-nao-dao-conta/ https://drrodrigochaves.com.br/2026/01/21/tudo-sobre-fosforo-dialise-e-quelantes-como-controlar-o-fosforo-quando-os-rins-ja-nao-dao-conta/#respond Wed, 21 Jan 2026 13:00:00 +0000 https://drrodrigochaves.com.br/?p=660 O fósforo é um mineral essencial, participa da formação dos ossos, da produção de energia e do funcionamento celular. Porém, na presença de doença renal crônica (DRC), o excesso de fósforo no sangue (hiperfosfatemia) torna-se um problema: contribui para perda óssea, calcificação vascular e maior risco cardiovascular.

Controlar o fósforo é, portanto, uma prioridade no cuidado renal. Neste artigo você vai encontrar explicações claras sobre:

  • O que é o fósforo e por que ele aumenta na DRC;
  • Se a hemodiálise remove todo o fósforo;
  • O que são quelantes de fósforo, como funcionam e principais tipos;
  • Como tomar os quelantes corretamente e o que fazer se esquecer uma dose;
  • Se é possível “comer de tudo” ao usar quelantes;
  • O que fazer quando o fósforo não diminui mesmo seguindo orientações.

1) O que é o fósforo e por que ele aumenta na doença renal?

O fósforo é um mineral presente em muitas comidas (carnes, laticínios, ovos, nozes, leguminosas) e também adicionado aos ultraprocessados como aditivos (fosfatos). Em pessoas com rins saudáveis, o excesso é eliminado pela urina. Mas quando a função renal cai, essa eliminação fica prejudicada, o fósforo acumula-se no sangue e provoca consequências sistêmicas (ossos, vasos e coração).

2) A hemodiálise remove o fósforo? Quanto e por que não é suficiente sozinha

A hemodiálise remove fósforo, mas não remove todo o fósforo ingerido. A remoção ocorre ao longo da sessão, e a técnica tradicional (3x/semana) é limitada para manter níveis normais se a ingestão continuar alta. Estudos mostram que apenas uma parcela do fósforo corporal é eliminada por sessão e que aumentar o tempo/ frequência das sessões aumenta a remoção. Em outras palavras: a diálise ajuda, mas não substitui controle alimentar e o uso de quelantes quando indicados. 

Dica prática: em sessões mais longas ou diálise diária a remoção é maior, por isso, em casos difíceis alguns programas consideram reforçar a diálise.

3) O que são os quelantes (phosphate binders)? Como e por que funcionam

Quelantes de fósforo (ou phosphate binders) são medicamentos que se tomam com as refeições para se ligar ao fósforo dos alimentos no intestino e impedir sua absorção. Assim, menos fósforo passa para o sangue. Eles são uma ferramenta central no manejo da hiperfosfatemia junto com dieta e diálise

Principais classes e exemplos

  • Quelantes à base de cálcio, mas o uso excessivo pode aumentar carga de cálcio e risco de calcificação vascular. Por isso a tendência é limitar doses em certos pacientes.
  • Quelantes não-calciados:
    • Sevelamer (cohetes: sevelamer carbonate) — evita carga de cálcio e tem efeitos favoráveis sobre lípides; é um dos mais usados.

A escolha do quelante depende do perfil clínico: níveis de cálcio, presença de hipertensão arterial, história de calcificações, custo e tolerância. As diretrizes KDIGO recomendam cautela com quelantes à base de cálcio quando há risco de calcificação.

4) É preciso tomar quelante durante a hemodiálise? (ou a diálise substitui o quelante?)

Não. Mesmo em hemodiálise, os quelantes são frequentemente necessários.

Entenda: a diálise remove parte do fósforo, mas não todo. Por isso, para atingir metas séricas de fósforo é comum que pacientes em diálise usem quelantes com as refeições. A estratégia é combinada: dieta + quelante + diálise adequada. Diretrizes e práticas clínicas reforçam que intensificar apenas uma ferramenta (por exemplo, só aumentar diálise) pode não ser suficiente ou prático, o manejo é multimodal. 

5) Como e quando tomar o quelante? (prática segura)

  • Tomar sempre com ou imediatamente após a refeição/snack — isso é essencial para que o quelante seja misturado com o alimento e se ligue ao fósforo. 
  • Ajustar dose ao tamanho da refeição: refeições maiores podem requerer dose maior; petiscos menores, dose menor. A equipe (nefrologista/dietista) costuma individualizar.

6) Esqueci de tomar o quelante, e agora?

  • Se lembrar logo durante a refeição: tome a dose imediatamente. Ainda terá efeito.
  • Se lembrar muito tempo depois (horas): não dobre a próxima dose para compensar. Pule a dose esquecida e retome o esquema normal. Em dúvida, consulte a equipe. Essas orientações constam em folhetos de centros renais e serviços de saúde. 

7) Posso “comer de tudo” se tomar o quelante adequadamente? 

Não. Quelantes não tornam permissível uma dieta livre. Eles reduzem a absorção do fósforo ingerido naquela refeição, mas têm limite de capacidade:

  • Muitos alimentos industrializados têm aditivos fosfatados que são altamente absorvíveis (quase 100%); consumir esses em excesso pode ultrapassar a capacidade do quelante e manter o fósforo sérico alto.
  • Quelantes são complemento, não licença para consumo ilimitado de alimentos ricos em fósforo. A dieta (evitar ultraprocessados, refrigerantes tipo cola, embutidos; escolher fontes vegetais quando possível) permanece central.

Em resumo: quelantes ajudam, mas não “cobrem” alimentação desregrada.

8) E se o fósforo continuar alto mesmo com dieta e quelantes? Quais os próximos passos?

Quando o fósforo permanece elevado apesar de adesão à dieta e uso correto de quelantes, a abordagem geralmente inclui:

  1. Revisar adesão e técnica: confirmar que o paciente toma o quelante com as refeições, que não há consumo frequente de alimentos com fosfatos adicionados e que as doses são adequadas. Muitas vezes há falhas na tomada (esquecer, tomar fora da refeição). 
  2. Revisar tipo de quelante e dose: trocar para um quelante mais eficaz no perfil do paciente ou aumentar a dose sob supervisão médica.
  3. Avaliar adequação da diálise: aumentar tempo/frequência ou otimizar eficiência pode reduzir fósforo predialítico. Em pacientes refratários, diálise mais frequente ou sessões mais longas podem ser consideradas.
  4. Investigar causas metabólicas e hormonais: hiperparatireoidismo secundário, uso de vitamina D em excesso ou outras alterações metabólicas podem dificultar controle, é preciso avaliar PTH, cálcio, vitamina D e outras variáveis. Em casos selecionados de HPT grave, cirurgia (paratireoidectomia) pode ser necessária.
  5. Avaliar interações medicamentosas e absorção: alguns fármacos interagem com quelantes; em nutricionalmente vulneráveis, avaliar absorção e status alimentar.

Esses passos são orientados por nefrologista e equipe multidisciplinar (nutrição, diálise, endocrinologia), e visam reduzir risco de complicações (calcificação vascular, eventos cardiovasculares).

9) Efeitos colaterais e precauções dos quelantes

  • Quelantes à base de cálcio: risco de hipercalcemia e calcificação vascular se usados em excesso. Monitorar cálcio sérico.
  • Sevelamer: efeitos gastrointestinais (prisão de ventre, náusea) em alguns pacientes; não aumenta carga de cálcio.
  • Lanthanum: pode causar constipação e outros efeitos; deve ser usado conforme prescrição.
  • Quelantes férricos: podem alterar marcadores de ferro e necessitam monitorização; têm perfil específico de efeitos.
  • Alumínio: evitar uso prolongado por toxicidade.

Sempre comunique ao médico outros medicamentos e suplementos para evitar interações (alguns quelantes reduzem absorção de outras drogas).

10) Conclusão: manejo integrado salva rins e corações

O controle do fósforo exige uma abordagem integrada: alimentação informada, uso correto de quelantes, diálise adequada e acompanhamento médico regular. Não existe “pílula mágica” que permita comer de tudo, o sucesso depende de rotina, adesão e parceria entre paciente e equipe de saúde.

Se você tem doença renal, faz hemodiálise ou tem dúvidas sobre fósforo e quelantes, marque uma avaliação com seu nefrologista. Um plano individualizado é a melhor estratégia para reduzir riscos e preservar qualidade de vida.

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Sinais silenciosos de que seus rins podem estar sofrendo (e você não percebe) https://drrodrigochaves.com.br/2025/10/23/sinais-silenciosos-de-que-seus-rins-podem-estar-sofrendo-e-voce-nao-percebe/ https://drrodrigochaves.com.br/2025/10/23/sinais-silenciosos-de-que-seus-rins-podem-estar-sofrendo-e-voce-nao-percebe/#respond Thu, 23 Oct 2025 13:00:00 +0000 https://drrodrigochaves.com.br/?p=393 Você já parou para pensar que seus rins trabalham todos os dias sem descanso?

Eles filtram impurezas, equilibram líquidos, regulam a pressão arterial e até produzem hormônios importantes. Apesar de tanta responsabilidade, quando começam a falhar, geralmente não dão sinais imediatos.

É por isso que a doença renal crônica é chamada de silenciosa: os sintomas muitas vezes só aparecem em fases avançadas. Mas o corpo pode dar pistas sutis que não devem ser ignoradas.

Continue aqui, vamos mostrar nesse artigo os principais sinais silenciosos de alerta e por que é tão importante buscar acompanhamento precoce.

Sinais que você precisa observar

  1. Inchaço frequente
    Se suas pernas, tornozelos, pés ou até o rosto amanhecem inchados, pode ser um sinal de que os rins não estão filtrando corretamente a água e o sódio.
  2. Alterações na urina
    Mudanças na frequência (urinar muitas vezes ou quase nada), espuma persistente ou urina escura podem indicar sobrecarga renal.
  3. Cansaço excessivo
    Quando os rins não funcionam bem, em estágios finais, as toxinas se acumulam no sangue e a produção de hormônios como a eritropoetina diminui, o que pode causar anemia e fadiga.
  4. Pressão alta sem causa aparente
    A hipertensão pode ser tanto causa quanto consequência de problemas renais. Se você tem dificuldade em controlar a pressão, é importante investigar.
  5. Falta de apetite, náuseas ou gosto metálico na boca
    Esses sintomas surgem quando há acúmulo de resíduos no sangue, conhecido como uremia.

Por que esses sinais são silenciosos?

Muitas vezes, as pessoas atribuem esses sintomas a outras causas do dia a dia: estresse, má alimentação, sedentarismo ou envelhecimento. Mas enquanto isso, a função renal pode estar caindo sem que você perceba.

O grande desafio é que mesmo com perda de até 50% da função renal, o paciente pode não sentir nada. É por isso que os exames de rotina são fundamentais.

Exames simples fazem a diferença

Para avaliar a saúde dos rins, basta:

  • Exame de urina tipo I → detecta presença de proteínas e outras alterações.
  • Exame de sangue (creatinina) → avalia a função renal.
  • Taxa de filtração glomerular (TFG) → cálculo que mostra a eficiência dos rins.

Com esses testes básicos, o médico já consegue identificar alterações precoces e orientar o melhor acompanhamento.

 O que você pode fazer hoje

  • Beba água na medida certa (nem de menos, nem em excesso).
  • Controle pressão arterial e glicemia.
  • Mantenha um peso saudável.
  • Evite uso contínuo e sem orientação de anti-inflamatórios.
  • Consulte regularmente um especialista.

Conclusão

Seus rins trabalham em silêncio, e justamente por isso, você precisa estar atento aos sinais discretos que o corpo dá. Identificar um problema no início pode mudar totalmente o rumo do tratamento e garantir muito mais qualidade de vida.

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Obesidade, alimentação e saúde renal: qual é a relação? https://drrodrigochaves.com.br/2025/10/09/obesidade-alimentacao-e-saude-renal-qual-e-a-relacao/ https://drrodrigochaves.com.br/2025/10/09/obesidade-alimentacao-e-saude-renal-qual-e-a-relacao/#respond Thu, 09 Oct 2025 20:14:53 +0000 https://drrodrigochaves.com.br/?p=390 A obesidade é hoje um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil e no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o excesso de peso já atinge mais de 50% da população brasileira. Mas, além de estar ligada a doenças como diabetes e hipertensão, a obesidade também representa um grande risco para a saúde dos rins.

Neste artigo, você vai entender como o excesso de peso afeta os rins, quais são os principais riscos e o que pode ser feito para proteger a saúde renal.

Como a obesidade prejudica os rins?

Os rins são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas e equilibrar líquidos e sais minerais no corpo.
Quando uma pessoa está acima do peso, os rins precisam trabalhar mais para dar conta dessa “sobrecarga”. Isso gera uma série de consequências:

  • Aumento da pressão nos rins: o excesso de peso eleva a pressão arterial, que é uma das principais causas de doença renal crônica.
  • Maior risco de diabetes: a obesidade favorece resistência à insulina, aumentando a chance de desenvolver diabetes tipo 2,  outra grande causa de insuficiência renal.
  • Sobrecarga dos néfrons (unidades filtrantes dos rins): com o tempo, esse esforço constante pode levar à perda progressiva da função renal.
  • Inflamação crônica: o excesso de gordura corporal gera inflamação sistêmica, que também prejudica o funcionamento dos rins.

O papel da alimentação

A boa notícia é que a alimentação equilibrada pode ser um grande aliado na prevenção da obesidade e, consequentemente, das doenças renais.

Alimentos que devem ser evitados:

  • Ultraprocessados (refrigerantes, biscoitos recheados, fast food, embutidos)
  • Excesso de sal (aumenta a pressão arterial e sobrecarrega os rins)
  • Excesso de açúcar (aumenta o risco de obesidade e diabetes)
  • Carnes gordurosas e frituras

Prevenção da obesidade: pequenas mudanças que fazem diferença

  • Praticar atividade física regularmente
  • Controlar o tamanho das porções
  • Reduzir alimentos ultraprocessados
  • Manter acompanhamento médico e nutricional
  • Realizar check-ups periódicos para monitorar pressão arterial, glicemia e função renal

Obesidade e doença renal: um alerta importante

Nem sempre a doença renal dá sinais claros no início. Muitas vezes, o paciente só descobre quando a função já está bastante comprometida. Por isso, a prevenção é o caminho mais eficaz.

Pessoas com obesidade devem estar ainda mais atentas à saúde dos rins, pois fazem parte do grupo de risco. O acompanhamento médico pode identificar alterações precocemente e evitar complicações mais graves.

Conclusão

A obesidade não é apenas uma questão estética,  é um fator de risco para diversas doenças crônicas, incluindo a insuficiência renal.


Cuidar da alimentação, manter hábitos de vida saudáveis e fazer acompanhamento médico regular são atitudes essenciais para preservar a saúde dos rins.

Lembre-se: cada escolha alimentar que você faz hoje pode impactar diretamente a saúde dos seus rins amanhã.

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O rim envelhece junto com você! A importância do check-up renal após os 40 anos https://drrodrigochaves.com.br/2025/09/09/o-rim-envelhece-junto-com-voce-a-importancia-do-check-up-renal-apos-os-40-anos/ https://drrodrigochaves.com.br/2025/09/09/o-rim-envelhece-junto-com-voce-a-importancia-do-check-up-renal-apos-os-40-anos/#respond Tue, 09 Sep 2025 19:48:30 +0000 https://drrodrigochaves.com.br/?p=331 Você já parou para pensar que os rins também envelhecem?
Assim como todo o corpo passa por transformações ao longo da vida, os rins também sofrem alterações naturais com o passar do tempo. Esse processo acontece de forma silenciosa, e muitas vezes só percebemos quando os sinais da doença renal já estão avançados.

Neste artigo, o Dr. Rodrigo explica por que o envelhecimento renal merece atenção especial, quando fazer o check-up e como adotar hábitos que ajudam a preservar a função dos rins por mais tempo.

Como os rins envelhecem?

Os rins são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas, equilibrar sais minerais e produzir hormônios importantes para a saúde do corpo.

No entanto, a partir dos 40 anos, a função renal começa a apresentar uma redução gradual e natural. Em média, estima-se que a taxa de filtração dos rins diminui cerca de 1% ao ano após essa idade.

Isso não significa, necessariamente, que você terá uma doença renal, mas indica que é preciso mais atenção aos cuidados preventivos.

Por que o envelhecimento renal é silencioso?

Diferente de outras condições que geram sintomas claros, a perda de função dos rins geralmente não causa dor nem sinais evidentes nas fases iniciais.

Muitos pacientes descobrem alterações renais apenas em exames de rotina, quando já houve uma perda significativa da função. Por isso, a avaliação periódica com um nefrologista é fundamental, especialmente após os 40 anos.

Quando procurar um check-up renal?

Mesmo pessoas saudáveis devem realizar exames preventivos para acompanhar a função renal. O check-up é ainda mais importante se você apresenta fatores de risco, como:

  • Hipertensão arterial
  • Diabetes
  • Colesterol alto
  • Histórico familiar de doença renal
  • Uso frequente de medicamentos que afetam os rins (anti-inflamatórios, por exemplo)
  • Tabagismo ou consumo excessivo de álcool

Nesses casos, os exames laboratoriais e de imagem podem identificar precocemente qualquer alteração.

Como preservar a saúde dos rins ao longo da vida?

Embora o envelhecimento seja natural, alguns hábitos ajudam a manter os rins mais saudáveis por mais tempo:

  • Beba água regularmente, sem exageros, para manter a hidratação.
  • Controle a pressão arterial e a glicemia, pois são os maiores inimigos da saúde renal.
  • Reduza o consumo de sal, evitando ultraprocessados e fast food.
  • Pratique atividade física de forma regular.
  • Evite automedicação, principalmente o uso indiscriminado de anti-inflamatórios.
  • Mantenha consultas regulares com seu médico.

Conclusão

O rim envelhece junto com você, e esse é um processo natural.  A diferença está em como você escolhe envelhecer: com saúde, prevenção e qualidade de vida, ou correndo o risco de descobrir complicações apenas em fases avançadas.

Se você já passou dos 40 anos, converse com o Dr. Rodrigo sobre o seu check-up renal.
O cuidado começa agora. Seu “eu do futuro” agradece!

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Síndrome nefrótica: por que ela faz você perder proteínas pela urina? https://drrodrigochaves.com.br/2025/09/09/sindrome-nefrotica-por-que-ela-faz-voce-perder-proteinas-pela-urina/ https://drrodrigochaves.com.br/2025/09/09/sindrome-nefrotica-por-que-ela-faz-voce-perder-proteinas-pela-urina/#respond Tue, 09 Sep 2025 19:22:46 +0000 https://drrodrigochaves.com.br/?p=318 Você já ouviu falar em síndrome nefrótica?
Esse é um problema de saúde que afeta diretamente os rins e pode passar despercebido no início, mas que traz sinais importantes, como o inchaço no corpo e a perda de proteínas pela urina.

Mas afinal, por que isso acontece? E como essa condição pode impactar a sua vida? Neste artigo, o Dr. Rodrigo explica de forma clara o que é a síndrome nefrótica, seus sintomas, causas e cuidados necessários.

O que é a síndrome nefrótica?

A síndrome nefrótica é um conjunto de sinais e sintomas que indicam que os rins não estão filtrando o sangue da maneira correta.

Normalmente, os rins funcionam como um “filtro”, deixando passar apenas aquilo que o corpo realmente precisa eliminar pela urina. Porém, quando há algum dano nos glomérulos (pequenos filtros dentro dos rins), proteínas importantes acabam “vazando” para a urina.

Essa perda de proteínas causa um desequilíbrio no organismo e é o principal motivo pelo qual os pacientes apresentam inchaços, cansaço e até alterações no sangue.

Por que a síndrome nefrótica faz você perder proteínas?

As proteínas são fundamentais para manter o equilíbrio dos líquidos no corpo, especialmente a albumina.

Quando os glomérulos estão lesionados, a albumina escapa para a urina (um quadro chamado proteinúria).

Com menos proteína no sangue, o líquido que deveria estar dentro dos vasos sanguíneos passa para os tecidos, causando inchaço, principalmente em:

  • Pálpebras e rosto (mais perceptível ao acordar)
  • Pernas e pés
  • Abdômen (ascite, em casos mais graves)

Principais sintomas da síndrome nefrótica

Além do inchaço e da perda de proteínas na urina, outros sinais importantes são:

  • Urina espumosa (devido ao excesso de proteína)
  • Cansaço e fraqueza
  • Ganho de peso repentino por retenção de líquidos
  • Infecções frequentes (já que a proteína também faz parte da defesa do organismo)
  • Alterações no colesterol e triglicerídeos

O que pode causar a síndrome nefrótica?

A síndrome pode ter diferentes origens. Entre as principais estão:

  • Doenças primárias dos rins (como a glomeruloesclerose segmentar e focal, ou a doença de lesões mínimas)
  • Doenças sistêmicas que afetam os rins, como diabetes e lúpus
  • Infecções (hepatite, HIV, entre outras)
  • Uso de alguns medicamentos

Por isso, é fundamental investigar a causa com um nefrologista para direcionar o tratamento correto.

Existe tratamento para a síndrome nefrótica?

Sim. O tratamento depende da causa identificada, mas geralmente envolve:

  • Medicamentos para controlar a pressão arterial e proteger os rins
  • Imunossupressores ou corticoides, em alguns casos
  • Uso de diuréticos, para reduzir o inchaço
  • Acompanhamento nutricional, com ajustes na dieta (menos sal, controle de proteínas e líquidos)

Além disso, o acompanhamento médico regular é indispensável para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida.

Quando procurar ajuda médica?

Se você percebeu inchaços frequentes, urina espumosa ou alterações súbitas no corpo, não ignore os sinais.

A síndrome nefrótica não é apenas um problema “estético” de inchaço, ela pode indicar doença renal crônica em evolução.

Quanto mais cedo diagnosticada, maiores as chances de controle e preservação da função renal.

Conclusão

A síndrome nefrótica é um alerta do corpo de que algo não vai bem com os rins. Ela faz com que proteínas importantes escapem pela urina, levando a inchaços e outras complicações.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento com um nefrologista são fundamentais para manter a saúde em dia e evitar que o problema evolua.

👉 Se você tem sintomas ou histórico familiar de doença renal, não espere. 

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