Síndrome nefrótica: por que ela faz você perder proteínas pela urina?

Você já ouviu falar em síndrome nefrótica?
Esse é um problema de saúde que afeta diretamente os rins e pode passar despercebido no início, mas que traz sinais importantes, como o inchaço no corpo e a perda de proteínas pela urina.

Mas afinal, por que isso acontece? E como essa condição pode impactar a sua vida? Neste artigo, o Dr. Rodrigo explica de forma clara o que é a síndrome nefrótica, seus sintomas, causas e cuidados necessários.

O que é a síndrome nefrótica?

A síndrome nefrótica é um conjunto de sinais e sintomas que indicam que os rins não estão filtrando o sangue da maneira correta.

Normalmente, os rins funcionam como um “filtro”, deixando passar apenas aquilo que o corpo realmente precisa eliminar pela urina. Porém, quando há algum dano nos glomérulos (pequenos filtros dentro dos rins), proteínas importantes acabam “vazando” para a urina.

Essa perda de proteínas causa um desequilíbrio no organismo e é o principal motivo pelo qual os pacientes apresentam inchaços, cansaço e até alterações no sangue.

Por que a síndrome nefrótica faz você perder proteínas?

As proteínas são fundamentais para manter o equilíbrio dos líquidos no corpo, especialmente a albumina.

Quando os glomérulos estão lesionados, a albumina escapa para a urina (um quadro chamado proteinúria).

Com menos proteína no sangue, o líquido que deveria estar dentro dos vasos sanguíneos passa para os tecidos, causando inchaço, principalmente em:

  • Pálpebras e rosto (mais perceptível ao acordar)
  • Pernas e pés
  • Abdômen (ascite, em casos mais graves)

Principais sintomas da síndrome nefrótica

Além do inchaço e da perda de proteínas na urina, outros sinais importantes são:

  • Urina espumosa (devido ao excesso de proteína)
  • Cansaço e fraqueza
  • Ganho de peso repentino por retenção de líquidos
  • Infecções frequentes (já que a proteína também faz parte da defesa do organismo)
  • Alterações no colesterol e triglicerídeos

O que pode causar a síndrome nefrótica?

A síndrome pode ter diferentes origens. Entre as principais estão:

  • Doenças primárias dos rins (como a glomeruloesclerose segmentar e focal, ou a doença de lesões mínimas)
  • Doenças sistêmicas que afetam os rins, como diabetes e lúpus
  • Infecções (hepatite, HIV, entre outras)
  • Uso de alguns medicamentos

Por isso, é fundamental investigar a causa com um nefrologista para direcionar o tratamento correto.

Existe tratamento para a síndrome nefrótica?

Sim. O tratamento depende da causa identificada, mas geralmente envolve:

  • Medicamentos para controlar a pressão arterial e proteger os rins
  • Imunossupressores ou corticoides, em alguns casos
  • Uso de diuréticos, para reduzir o inchaço
  • Acompanhamento nutricional, com ajustes na dieta (menos sal, controle de proteínas e líquidos)

Além disso, o acompanhamento médico regular é indispensável para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida.

Quando procurar ajuda médica?

Se você percebeu inchaços frequentes, urina espumosa ou alterações súbitas no corpo, não ignore os sinais.

A síndrome nefrótica não é apenas um problema “estético” de inchaço, ela pode indicar doença renal crônica em evolução.

Quanto mais cedo diagnosticada, maiores as chances de controle e preservação da função renal.

Conclusão

A síndrome nefrótica é um alerta do corpo de que algo não vai bem com os rins. Ela faz com que proteínas importantes escapem pela urina, levando a inchaços e outras complicações.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento com um nefrologista são fundamentais para manter a saúde em dia e evitar que o problema evolua.

👉 Se você tem sintomas ou histórico familiar de doença renal, não espere. 

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